A história por trás de OVERDRIVE: A Batalha do Rock

03 de Novembro de 2017

Olá Investigadores! Hoje nosso artigo é mais um relato da história sobre Overdrive: A Batalha do Rock na visão de um de seus criadores Moisés Pacheco de Souza, vale muito a pena ler, as dificuldades que passaram e experiência que estão tendo com tudo isso.


Na minha experiência e na da Bianca, minha esposa e parceira de jogatinas, rock and roll e game design, acreditamos que todo mundo que pensa em entrar profissionalmente nesse mundo tem que jogar muito.  Talvez seja uma das armas mais importantes do game designer o seu conhecimento de outros jogos e mecanismos.  Imagino que o game design se assemelha à produção científica, ou seja, você se baseia em descobertas anteriores para desenvolver um novo trabalho a partir daí.   Neste artigo irei falar um pouco como os jogos que jogamos influenciaram o game design do Overdrive, e a importância do conhecimento do trabalho de outros autores.


O Início

Lá em 2012, após uma tentativa frustrada de um jogo sobre exploração submarina (cujo conjunto de regras era funcional, mas o jogo era muito chato!), resolvi me arriscar com um tema que conhecia um pouco mais: Heavy Metal/Rock and Roll

Desde criança já curtia Black Sabbath, Megadeth e algumas coisas mais undergrounds. Numa noite em dezembro de 2012 comecei a rabiscar um jogo de dados com um tema que, naquele momento, não sabia da existência no mundo dos tabuleiros. Alguns anos depois conheci o jogo do Bauza (Rockband Manager) e o jogo do Leandro Pires (Rock and Roll Manager).

Nos primeiros acordes o Overdrive era um jogo estilo Yahtzee (General) com habilidades, onde você conquistava meeples e os mesmos te davam dinheiro para comprar cartas com poderes. O jogo era bem voltado ao estilo party game, embora goste do estilo, sentia que parecia mais um jogo genérico da mesma linha do King of Tokyo. Ou seja, o tema era legal, mas estava longe do meu objetivo, que queria era criar um jogo estratégico, mas rápido. Ou seja, precisava afinar o jogo.

A Mudança

Em 2013, comecei a me interessar mais por eurogames (ou jogos estratégicos de gerenciamento de recursos), e talvez por isso comecei a lapidar mais o Overdrive com elementos desse estilo.  Queria deixar ele mais melódico

Um dos divisores de águas da evolução do Overdrive foi o contato com o Paulo Sampaio, da extinta Monster Factory.  Tinha enviado o protótipo para o Paulo dar uma olhada, era uma versão bem simples do jogo, ainda naquele esquema do Yahtze. Paulo me fez uma pergunta, se eu já havia jogado Age of War do Knizia. Tratei de comprar uma cópia do jogo. Confesso que achei o jogo bem repetitivo, mas ele tinha aquele esquema de posicionar os dados em cima das cartas para obter o resultado e aquilo foi me agradando



Em seguida comecei a beber de outras fontes como Kingsburg e Alien Frontiers.  Este último explodiu a minha cabeça pela primeira vez, e pensei em implementar algo similar no Overdrive.  


Destruí completamente o jogo antigo.  

Mantive somente o tema e alguns conceitos básicos: fãs, fama, música, dinheiro e habilidades variáveis.  



A Construção

No ano seguinte (2014) conheci o Tiny Epic Kingdoms do Scott Almes, e uma coisa que me chamou a atenção foi a capacidade de fazer um jogo com uma experiência interessante, rápida e inteligente com poucos componentes. Uma coisa que gosto no Tiny Epic Kingdoms, foi da forma com que as facções vão evoluindo durante a partida, mas você tem a opção de evoluir ou seguir um caminho menos complexo. Acredito que foi o estalo que precisava para o Overdrive.




Depois de uma terceira versão, muitos ensaios, playtestes, balanceamentos, chegamos a uma versão bem razoável do Overdrive, e estava quase do jeito que queríamos

Tinha chegado a hora de começar a apresentar o protótipo ao público e fugir dos playtests caseiros.  



O jogo foi muito testado, em vários eventos, editoras, virtualmente (Tabletop Simulator e Tabletopia são ferramentas excelentes para os game designers). O jogo passou um bom tempo em stand by, esperando para ser publicado, mas foi por fim abraçado por outra gravadora, digo editora, a Sherlock S. A., que está participando ativamente dos ajustes finos do Overdrive e agora o nosso querido, e antigo projeto sairá do papel.   



Overdrive entra em financiamento coletivo em 7 de novembro de 2017 às 9h e espero o apoio de todos, para saber mais sobre o financiamento ou se cadastrar para receber o dia de lançamento, já que teremos uma banda exclusiva para quem apoiar no primeiro dia acesse:

sherlocksa.com.br/overdrive


Obrigado, por lerem e espero ter ajudado e contado um pouco sobre o Overdrive. LET ́S ROCK


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